Esgotamento de cota para China será compensado por novos destinos
O esgotamento antecipado da cota de exportação de carne bovina brasileira para a China, previsto para meados deste ano, não deve comprometer o desempenho das vendas externas do setor. A avaliação é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que aponta a diversificação dos mercados como fator decisivo para compensar a limitação temporária nos embarques ao principal comprador da proteína nacional. Segundo a entidade, o início de 2026 foi marcado por ritmo acelerado nas exportações, com crescimento significativo tanto em volume quanto em receita.
Dados do primeiro bimestre indicam avanços relevantes nas vendas para diferentes mercados, incluindo Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia, além da própria China, que segue como principal destino da carne bovina brasileira. O desempenho nesses países tem contribuído para ampliar a presença do produto nacional e reduzir a dependência de um único comprador, estratégia considerada essencial diante de eventuais restrições comerciais ou limitações de cotas.

Na avaliação da Abrafrigo, a ampliação da demanda internacional e a competitividade da carne bovina brasileira sustentam o cenário positivo para o setor. O aumento das compras por mercados tradicionais e a consolidação de novos destinos ajudam a equilibrar o fluxo de exportações, mesmo com a perspectiva de interrupção dos embarques dentro da cota destinada ao mercado chinês. A entidade destaca que o crescimento observado em janeiro e fevereiro reforça a capacidade de adaptação do setor frigorífico às mudanças no comércio global.

Com a diversificação dos embarques, a expectativa é de que os impactos da limitação para a China sejam mitigados ao longo do ano. A estratégia passa pelo fortalecimento das relações comerciais com outros compradores e pela manutenção da competitividade do produto brasileiro, que segue com forte presença internacional. O cenário indica que, mesmo diante da restrição da cota, o setor deve manter desempenho consistente nas exportações de carne bovina em 2026.
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