Boi gordo começa a semana firme, com oferta restrita e espaço para novas altas
A semana começa com o mercado do boi gordo sustentado pela dificuldade dos frigoríficos em encontrar animais terminados. Depois de uma sexta feira de negociações mais cautelosas em algumas praças, a disponibilidade limitada de boiadas mantém as escalas de abate curtas e dá ao pecuarista maior poder de negociação. Em São Paulo, as referências chegam a R$ 350 por arroba para o boi comum e R$ 352 para o boi China, enquanto compradores seguem monitorando a oferta para definir o ritmo das aquisições.
A expectativa de curto prazo também encontra apoio no comportamento do consumo. O pagamento dos salários e as vendas relacionadas ao Dia dos Pais podem dar sustentação à comercialização de carne bovina no mercado interno, enquanto as exportações continuam no radar. Para o segundo semestre, a entrada da entressafra, prevista a partir de setembro, tende a colocar novamente a disponibilidade de animais nas negociações. Ao mesmo tempo, câmbio, peso das carcaças, ritmo dos abates e capacidade do varejo de absorver novos reajustes serão determinantes para o mercado.

Fora do país a China permanece como um dos principais pontos de atenção para a pecuária brasileira, diante das discussões sobre o limite da cota de importação de carne bovina brasileira em 2026 e os efeitos de eventuais tarifas adicionais sobre novos embarques. No mercado doméstico, é a oferta de animais prontos para abate que dita o tom das negociações neste início de semana. Com escalas ainda enxutas e necessidade de reposição por parte das indústrias, o cenário mantém espaço para novas valorizações da arroba no curtíssimo prazo.
Comentários: