Tarifa dos EUA entra em vigor e preserva espaço para carne bovina brasileira
A tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros passa a valer nesta quarta-feira (22). Apesar da medida, a carne bovina integra a lista de exceções divulgada pelo governo norte-americano, ao lado de produtos como café, suco de laranja e mel. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cerca de 63,5% do valor das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado americano ficou de fora da sobretaxa.

Embora representem apenas 6% das exportações do agronegócio brasileiro no primeiro semestre deste ano, os norte-americanos seguem entre os principais compradores de proteína animal do Brasil. Em 2025, os Estados Unidos importaram 271,8 mil toneladas do produto, impulsionados pela redução do rebanho local e pela necessidade de complementar a oferta interna.
Mas o açúcar, etanol, máquinas agrícolas, filé de tilápia congelado, frutas como uva, melão e melancia, além do sebo bovino, passam a enfrentar a tarifa adicional. As entidades desses segmentos já discutem alternativas, como abertura de novos mercados, diversificação das exportações e medidas de apoio para reduzir os impactos da nova política comercial.
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