Exportação: Europa defende protocolo específico para exportações
Entidades da pecuária apoiam certificação exclusiva para animais destinados ao mercado europeu e rejeitam ampliação das restrições ao restante da produção nacional Mesmo distante do destaque ocupado por destinos como China e Estados Unidos em volume de compras, a União Europeia é vista pelo setor como um mercado de elevado valor agregado. O posicionamento ganhou força durante reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, realizada nesta semana, quando representantes da produção defenderam que as exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos sejam aplicadas exclusivamente aos animais destinados ao bloco europeu.

O consenso entre as entidades é de que o Brasil deve concentrar os esforços para retomar as exportações por meio da adesão ao Protocolo de Exportação de Bovinos Livres de Antimicrobianos, homologado pelo Ministério da Agricultura no início de junho. A proposta será encaminhada ao ministro da Agricultura, André de Paula, para subsidiar as negociações com as autoridades europeias. O protocolo estabelece um sistema de certificação voltado apenas aos produtores interessados em fornecer animais para o mercado europeu. Pela regra, a carne exportada deve ser proveniente de bovinos que não tenham recebido os antimicrobianos proibidos pela União Europeia durante todo o ciclo de vida. A proposta procura atender às exigências do bloco sem alterar o sistema produtivo adotado pelos demais pecuaristas brasileiros.
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